Ganhei!!!!!

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28 de dezembro de 2010

Teatro


E do teatro sobraram às cortinas

Onde tudo começara

Atrás do princípio

Do início do acaso

Um teatro vazio

Meu, por assim estar

Seu, por assim querer

Nele fui anjo, pirata e palhaço

Fui seu palco, asas e navio

Vi teu riso, choro e aplauso

E no fim de tudo

Quando as cortinas se fechavam

Só o teu partir

Partindo alma e verdades

Repartindo sonhos

E o meu teatro continua lá

Pra você deitar

É meu teatro por você

O Vento e o Mar


O mar diria quase nada

E um vento passageiro mais que tudo

E quando as ondas quebrassem

A ventania e calmaria te colocariam pra dormir

E o mar ficaria mudo e calado

E talvez um tanto mudado, abismado

O vento o surpreendera

Teria o mar se encantado pelo suave vento a passear por suas ondas?

Quem sabe o mar morrera de amor na brisa leve de uma noite sem fim?!

E o vento não levou o mar pra longe

Repousou sua impaciência gigante

No mar de ondas grandes

Mas com tanto (A) mar o vento se afogara

E sem explicação o vento ficara sem ar... Sem mar

Perdido em águas turvas

Em mar sem destino... Doce desatino

E (É) pra você...


E pra você eu deixo só minha saudade

Meu piscar de olhos

Meu versinho no teu caderno

E pra você eu deixo só o que foi bom

Sei que não tenho o dom

Pra te amar e virar de lado

E pra você eu deixo minha loucura

Já não quero nem de Vênus nem de Força

Deixo-te... Ingrata moça

E pra você eu deixo o jantar no forno

Não demore muito, ficou morno (o amor)

E pra você eu deixei a janela aberta

Mais por mim que por você

Às vezes saudade aperta

E pra você eu deixei uns beijos pela casa

Pra lembrar-se de mim

Pra não faltar asa

E pra você eu me deixei partir

Meio partido e sem metade

Meio saudade e sem sorrir

Amante


Em tempos de desamor

Quase sem amor se segue

Mas do amor não me retiro

No amor permaneço

E mesmo sofredor

Insisto em sentir teu amor

Amor retirante, andarilho

Sem rumo e verdades

De estórias contadas

De mentiras honestas

Mas se teu amor fosse indolor

Já o teria sepultado

No amor permaneço

Mais que em mim mesmo

Mais que em você

Que nem sei lê amor

Ou escrever a dor

Que o amor seja mais que um corredor

Seja labirinto

E sua boca cheia de mim

Regada a versos, flores e vinho tinto

E do amor não me retiro nunca mais

Nem da boca que avistei chorando

Ou dos olhos a cantar

Quero amor milenar

Sem pesar ou descontentamento

Sem penar ou teu lamento

Sem manhã ou madrugada

De mansinho, na calada

Num acorde ou num solo

Mas não quero nada que for sozinho

Quero a dois e só você

Só um par, sem ferir ou magoar

Só o céu a vigiar

Não testemunhar...

Mas aprender como amar

E no seu amor eu permaneço

Mesmo tendo mais de você e menos de mim

O mundo fica quase perfeito quando você me diz “Sim”

Um verso e dois beijos


Certa vez o poeta disse: “... Aquele beijo era mesmo fim. Era o começo e o meu desejo se perdeu de mim”! Eu sempre quis discorrer sobre esse verso, na verdade gosto de escrever sobre coisas que emanam paixão, amor, algumas dores e um sorriso ao fim de tudo, se é que tem fim!

Um beijo pode significar milhões de coisas, podemos lançar vários olhares para interpretar um beijo, mas será que ele é interpretativo? Digo... Racionalmente? Creio que não! Por isso eu o interpretarei da maneira mais sutil e sensível que eu possa parecer – Desculpem, mas não me considero sensível.

Um beijo pode ser o princípio, o início, o ponto de partida para diversos lugares e dimensões. Lembro que meu primeiro beijo aconteceu na saída do colégio, eu estava pressionado pelos “coleguinhas” que queriam ver o Big Brother Brasil ali, diante de seus olhos. Foi uma coisa meio estranha, eu não sabia muito bem onde colocar e como colocar, eu só sabia que estava beijando – Que ela não leia isso! Esse eu posso dizer que foi um beijo inicial, vou lhes ser sincero, não aprendi nada com ele, mas o bom é que ela era linda. Anos foram se passando e eu fui aperfeiçoando a arte de beijar, porque beijar é uma arte, se vocês não sabem! Segundo um amigo meu: “Beijar é o encontro de dois mundos, habitados por 32 dentes cada, que querem a mesma coisa”! Ele sempre diz isso quando está um tanto embriagado, portanto, eu sempre dou um desconto. Mas é bem por aí... Um beijo inicial tem que ser dado com sucesso, você deve estar bem vestido, ou não, depende do grau de intimidade que se tenha ou não se tenha. O meu primeiro acho que não foi bem dado porque não vi mais a menina! Com o passar do tempo eu fui provando outros beijos e outras pessoas provando os meus. E além do beijo, eu conheci outra coisa que, muitos dizem vir depois do beijo, o amor. Particularmente eu discordo. Eu sempre amei antes e o beijo veio depois.

Quando conheci o amor, eu conheci também outro tipo de beijo. O beijo de despedida, de partida, de adeus, até logo, de “fica bem sem mim”! E aí eu cheguei à conclusão de que nem sempre a gente conhece só o que a gente quer. Deparei-me com um beijo meio amargo, de olhos abertos e de mãos frias. Não havia calor nem o miocárdio a fazer aquele “Tum Tum”. Eu conheci o lado triste de beijar e, pior, conheci quando mais eu queria começar e recomeçar e não findar.

23 de dezembro de 2010

Setembro...


Era setembro...

E ficou tudo pra depois

Eu já nem lembro

Se foi tanto ou quase nada

Se perdi num beco ou n’outra estrada

Ou um corte leve ou cicatriz pra vida toda

Eu nem me lembro do teu beijo

Eu resolvi mentir sobre você

Eu nem te (re) conheço

Deixei que meu Alzheimer te levasse com o tempo

E o tempo esqueceu-se de te trazer de volta

8 de dezembro de 2010

Algumas razões pra te amar...


O homem ama não somente a beleza da mulher, mas o que ela tem de mais imperfeito. Ama suas pernas, boca, cabelos, instintos e desejos, mas amamos sua TPM, mau humor, “desejos” e sua ditadura domiciliar. O homem ama os sonhos da mulher, suspiros e delírios. Ama cada movimento, cada tormento que sua presença e ausência possam causar.

O homem pode amar cada passo da mulher, cada caminho que ela escolher, cada destino que ela traçar... Ele seguirá. E se for pra se perder, ele dispensará o sol, a bússola e, os mais modernos, o GPS. O maior desejo do homem é perder-se no universo da mulher. Isso não tem nada a ver com questões de sexualidade. Perder-se nesse universo é descobrir os mistérios da criatura mais imperfeita e amada já criada. Não que o homem queira desvendar tais segredos, esse ainda não é o objetivo. Já ficaríamos satisfeitos em participar, minimamente, da esfera que compõe os sonhos femininos.

O homem quando resolve amar uma mulher, ele não resolve... Ele se vê em situação de xeque mate! A mulher ganhou! O homem que diz não amar mulher alguma apenas mascara a sua verdade e o que é inevitável. O homem pode amar várias mulheres ao longo da vida, mas uma vai tê-lo sempre nas mãos. Não há como evitar ser dela. De alguma maneira ela te fez chegar até ali, bem onde ela quis.

O homem chegou onde você esperava que ele estivesse e se você ainda não o viu, é porque ele se atrasou um pouco. Você foi ou será aquela que o teve ou o terá às mãos. Será a mais linda e cheia de segredos que ele vai conhecer... A mais surpreendente quando ele achar que já o esqueceu e a mais previsível quando necessitar de um abraço seu! E é por isso que ele sempre dirá “te amo”, sem surpresa, sempre previsível... Bem simples, Eu te amo!

6 de dezembro de 2010

Carta de saudade...


Talvez hoje seja um dia como outro qualquer... Um dia normal, natural por ser mais um, comum e surpreendente por lembrar você. Eu não tenho nada de novo, nada especial a contar, nem sei se você me lê. Já nem sei se você me leu um dia. Se você leu nos meus olhos que eu, verdadeiramente, seria seu por um tempo incontável, sem ponteiros nem calendário, sem dizer que iria embora.

De alguma forma eu sempre soube que as partidas aconteciam, muitas canções que me foram especiais diziam que não há pra sempre. Eu sei que você seguiu seu caminho, eu sei bem disso. Mas até ontem eu achava que tinha te construído um atalho. Pensei que aquela estrada seria mais segura pra você, que não te machucaria e assim eu poderia estar perto... Eu sempre quis estar perto de você, sempre quis ser seu escudo... Eu te cuidei por alguns anos, até você se tornar o meu melhor verso. Você tinha a métrica e a musicalidade perfeitas, um parnasiano não poderia te desenhar tão bela. Eu pude... Por algum tempo, que nem o tempo saberia precisar.

Eu não sei que estrada você resolveu tomar, preferi não te ver ir embora. Quando você me veio eu andava meio sem rumo, meio torto, um tanto ferido. Minha última batalha fora cruel demais. O teu sorriso arrancou minhas armas e os teus olhos pequenos me mostraram algo que eu não conhecia. Eu não queria que você fosse pura, eu nunca liguei pra isso. Eu sempre quis que você fosse verdadeira, inevitavelmente as suas verdades seriam as minhas.

Talvez o tempo passe e essa poeira te leve embora... É uma hipótese desesperada, nada sóbria e não é o que eu quero! Sua casa anda vazia e você não se sente bem, eu era o teu único bem. Mesmo meio torto eu te faria o que ninguém poderia fazer... Você cresceu junto a mim!

P S: Eu te amo.

3 de dezembro de 2010

“De casa vazia”


Eu verdadeiramente queria estar onde você queria que eu fosse

Não fui muito bem o que você esperava

Não sou o que você espera, eu sei

Eu sou apenas mais um coração quebrado, meio sem metade

Eu seria mais doce na sua boca, mas ando meio amargo

Ando meio sem passo

Entortaram-me o caminho

Eu te faria uma canção se eu soubesse versejar

Pintaria teu sorriso se não me faltassem cores na vida

Eu guardei tudo numa caixa pequena

Coloquei todos aqueles segredos

Não sei se alguém vai abrir

Talvez eu tenha deixado de ser surpresa

Eu tenho sido uma casa no alto da montanha

Sem ninguém...

Eu tenho sido a última canção da noite

O último gole

O último beijo do filme

Eu fui à voz rouca que te acordou algumas vezes

Fui além do teu corpo

Mas encostei minha alma na sua

E habitei seu porto e me perdi no seu mar

Não soube voltar

Eu quis ficar um pouco mais

E nem vi quando você se foi

Foi à partida que me partiu

Que me levou a metade

A minha melhor metade

Hoje sou apenas uns versos soltos

Uma mala vazia

Uma casa vazia no alto da montanha

Sou a montanha sem a sua casa

16 de novembro de 2010

Teus versos soltos

Hoje o dia não amanheceu do mesmo jeito

Faltava mais açúcar...

Estava meio amargo o seu beijo antes de sair

Nem hortelã nem café

Era um gosto de partida

Um gosto de sala vazia

Era espaço demais em nosso tapete

Eu me lembro do final daquele ano

Você tão mais eu e eu tão dentro de você

Éramos mais que o tempo poderia durar

Mais que os ponteiros pudessem marcar

Que a fotografia pudesse gravar

Não há dia que não te lembre

Nem lembrança tua que não clareie o dia

Nem poesia minha que tenha fim

Você é um verso sem fim

Um poema que eu criei e recriei a cada dia

Um final que eu nunca escrevi

Era a minha carta na manga

A minha mágica secreta

A minha melhor história

Você é onde tudo recomeça

Os móveis e as paredes da nossa casa

O cheiro e o sabor

A poeira do meu livro favorito

O brilho do retrato envelhecido

Você é a sinfonia e o balé daquela noite

O carnaval: minha colombina e eu sem máscara nenhuma

É o meu verão tão cheio de gente

Minha passista sem samba algum

Minha agitada, doce, solidão

É minha boneca de pano

Minha canção, minha oração

É nossa casa amarela

Cheia da gente

Da mágica que a gente criou

24 de outubro de 2010

Acalma-me


Longe dos meus olhos você fica tão menor

Nem me levantei pra te olhar

Nem fui ver o sol se pôr

Nem o nome sei de cor

Há um deslize no seu olhar

Você achou que seria sincera quando fosse embora

Mas você não saberia me achar

Eu nunca estou no mesmo lugar

Onde você está agora?

Alguém cantou que deus te deu a minha vida

Mas ela me parece meio perdida em suas mãos

O caminho que tomaria era meio incerto e nem tão deserto

Meio turvo e meio “apostador no escuro”

Eu me perdi várias vezes

E sempre me acharam

Com uma garrafa do lado

Alguns sonhos e medos escancarados

Com alguns amores guardados

Com a calma do furacão

18 de outubro de 2010

Por que (s)?


Por que as coisas se perdem?

Elas vão se esvaindo aos poucos

Deslizando pela pele

Escorrendo da memória

Por que você teve que ir embora?

Você era tão mais eu

Eu, tão ateu

Sempre tive fé em você

Por que você não me deixou ficar um pouco mais (na sua vida)?

Eu havia comprado nossos sonhos

E vendido tudo que era sozinho

E meu amor era de graça pra você

Por que você não me procurou no dia seguinte?

Eu tinha um plano secreto

Uma chance pra refazer as coisas

A última pra virar a página

Por que o último capítulo ficou em branco?

E agora eu não sei o que escrever

As páginas ficaram manchadas da última vez

Esse era o meu segredo

Eu sabia da sua partida

Mas nunca estive pronto pra ela

Eu nunca soube resistir a você

17 de outubro de 2010

Pra nós dois


Eu te enxergaria na multidão igual

Esqueceria o quão banal foi seu adeus

E que por muito tempo eu te procurei na minha tristeza

Por muito tempo você escorreu da minha vida

Por muito tempo você morreu nas minhas verdades

Eu te lembraria naquela canção

Aquela mesma que você não conhece

Era o meu mundo que acabara de cair

Eu nem te enxergo mais nas nuvens

Acredito que você está longe (você foi pra longe de mim)

Eu não tenho mais papel por aqui

Não nos reconhecemos mais

Somos estranhos na multidão

E lá ninguém diz adeus

Eu aprendi com a sua ausência

Não há mais que aprender

Não há muito que lamentar

Eu te recriei naquela noite

Nem tudo foi tão errado

Foi um tempo errado

Foi meu coração na sua mão

Foi minha voz que ficou presa

E minha alma na correnteza

Meu bem, nem tudo foi só tristeza

Nem tudo foi tão errado

Foi um tempo errado

Nem tudo me deixou sem ar

Mas aquele beijo me roubou o fôlego

Aquele abraço daria uma bela música

Talvez a nossa, mas não sou bom com as palavras

Eu não fui bom com você

Nem fui tão longe com você

Porque meus sonhos eram simples

E cabiam naquele mundo distante

Você dizia que era pouco

E que seus sonhos ficariam sufocados

Eu nunca pude cantar pra você dormir

Eu não tinha a música certa

Eu não era certo pra você

Mas... Meu bem, nem tudo foi só tristeza

Nem tudo foi tão errado

Foi um tempo errado

Talvez o caminho não tenha sido o melhor

Quem sabe tenha ficado pra depois

Pra uma próxima multidão

Quem sabe não haja solidão

Talvez o meu espírito, agora sem escudo...

Possa estar ferido

Há mais que uma ferida aberta

Meu caminho ficou aberto e meio torto... Mas...

Meu bem, nem tudo foi só tristeza

Nem tudo foi tão errado

Foi um tempo errado

Pra nós dois


Ps: Um dia vou musicar!

16 de outubro de 2010

O que eu quero...


Quero guardar só o que foi folia

Só o que queimou dentro de mim

Só o que foi de ti

E que em mim não teve fim

Quero levar só o teu cheiro

O teu sorriso e o teu jeito faceiro

Não vou carregar nenhum adeus

Apenas um “até logo”

Mesmo que dure até o fim

Quero te ter sempre num outro verso

Mesmo que não seja o teu

Eles sempre rimarão com o teu abraço

Quero olhar pra trás e não sentir saudade

Apenas o desejo de te encontrar na próxima esquina

Quero abraçar todos os nossos segredos

Esconder todos os nossos defeitos

Mostrar só o que foi perfeito

Não quero levar nenhuma lágrima

Nenhuma dor, sem rancor

Te quero pra sempre na estante

E que o tempo pare um instante

Pra que eu diga que não foi pra sempre

Não fui pra sempre

Só esqueci como voltar

12 de outubro de 2010

Confissões


Tentei abrir meus olhos cegos pra te enxergar

Te ver um pouco mais de perto

E o que ficou de certo

Foi o que não me destes pra sonhar

Tentei cantar um verso e trazer seu tempo

Trazer também o vento

E aquele pranto de saudade

Que me deixa sempre aqui pela metade

Mas tão só é só você chegar

Que logo tudo muda de lugar

Não sei mais que te olhar

Não mais cego e só te devorar

Devorar com a saudade imensa do seu cheiro

Com a dependência do seu beijo

Com a poesia que te desenha todo dia

Eu que de tão tolo te deixei assim

Sem saber se no fim teria um sim

Sem a certeza que lembrara de mim

Você que de tão bela

Me esquenta alma e o que não é puro

Que de tão intensa

Me cansa ao te ver dormir

Que de tão amor

Nem me causa dor

Gabriela


E que no seu corpo eu teria mais de mim

Mais de você

Mais do querer

Mais que prazer

E que a sua alma completasse a minha solidão

Mais que um refrão

Sem ilusão

E que na noite calada você viesse de mãos atadas

De sonhos altos

De muros baixos

Que eu pudesse te invadir

Redescobrir

E que a tua boca, que olha a minha, fosse mais que desejo

Mais que um beijo

Mais que meu beijo seu

E que eu não me acostumasse a te ver pela janela

Que no fundo seria mais que bela

Não feito santa na capela

Mas tão quente quanto Gabriela

10 de outubro de 2010

O amor


O amor é meio triste

Meio são e meio insano

Meio fervor, meio rancor

Meio dor e sofredor

O amor é feito nuvem

A gente imagina o que é

Mas não há certeza do que seja

Só na solidão que se tem fé

Não sou descrente no amor

Sou amante convicto da tua beleza

Um amor que vem e passa (eu acho)

Mas teu amor sempre me vem num outro riso

Pois teu amor é pra sempre belo

Que não pode ficar estático

Nosso amor é dinâmico

É corrida, é veloz, atroz

O amor não é humano

Não tinha que ser

O amor é o divisor entre o que se toca e o que se adora

Não há pecado no amor

Não há mais que amar

Mais que sentir

Mais que sem fim

9 de outubro de 2010

Surto


Noite passada eu pensei em você

Na sua voz rouca

Pensei em versos pra você ficar

Lembrei da noite indo embora

De tudo que jogara fora

Imaginei uma canção pra te cantar

Que me fizesse sorrir

Pra te fazer dormir (nos meus braços)

Pensei nas flores que mandaria a tua porta

No poema que escreveria no cartão

Que hoje não posso segurar na tua mão

Pensei nos dias que fiquei te olhando (só te imaginando)

No teu jeito inocente

No quanto fui impotente

Pra fazer você ficar

Que aqui era seu lugar

Te convencer com minhas verdades

E se não fossem tão verdades...

Que me servissem pra te manter por perto

Que não tivesse loucura nisso tudo

Que meu tudo não passasse de um surto de amor

16 de setembro de 2010

Carta a beira mar...


Andei um pouco distante, um tanto esquecido do que me fez melhor. Sabe quando a gente precisa olhar pra trás e, assim, seguir em frente? É... Eu precisei disso pra poder te ver novamente. Eu nunca soube onde você me deixou! Em que lugar você me deixou cair. Alguns dias foram esquisitos, outros muito iguais e o restante pensando sobre você, mas não em você! Pensar em você me traria mais perguntas sem respostas, me levaria a calma e o sono! Foram várias noites desenhando meus sentimentos e colando sonhos no mural do passado. Eu ainda queria desenhar você no meu futuro. Era como se você tivesse ido e deixado a última página pra que eu criasse o final... Mas só se eu quisesse que tivesse um final! Eu ainda não sei se teve fim. Não sei o que desenhei pra nós dois. Eu nunca fui muito bom com finais. Sempre preferi as reticências. Elas me davam a certeza de que nada seria tão certo a ponto de que eu não pudesse fazer diferente!

Eu nunca fui bom com os parágrafos. Sempre que eu tentava pensar n’outra coisa você me surgia e eu acabava com a mesma ideia... Você! Você sempre foi minha melhor ideia. Melhor que a lâmpada, o avião ou a bomba atômica de Cazuza, esta me serviria sempre que eu lembrasse você e não pudesse te ter! A maior invenção da minha vida foi a realidade que criei pra nós dois. Mesmo sabendo que por muito tempo seria uma realidade só minha.

Ultimamente tenho observado folhas em branco. As respostas estão sempre no que ainda não foi criado. Durante todo esse tempo eu vivi de te recriar. Passava uma borracha no que achava que deveria mudar e rabiscava uma nova tentativa. Hoje eu sei que devo te criar novamente, mesmo que você não seja mais aquela que eu fiquei esperando olhando o mar.

6 de setembro de 2010

Hoje eu vou...


Hoje eu vou chegar na tua casa

Tirar a tua roupa

Tirar tua vontade

Matar minha saudade

Hoje eu vou entrar pela janela

Na pontinha dos pés

Pra dizer minhas verdades

Pra dizer que não é tarde

Hoje eu vou te beijar de hortelã ou de café

Sentir mais uma vez

O que teu medo deixou pra trás

Hoje eu vou te ouvir mais

Sem dormir antes do fim

Sem dizer que entendi

Com você dentro de mim

Hoje eu vou fazer uma surpresa

O jantar vai estar na mesa

Meu amor de sobremesa

Hoje eu vou ficar pra sempre

Até teu medo bater a porta

E eu não abrir...

30 de agosto de 2010

Deixa...


Deixa eu perceber mais da tua vida

Deixa eu te curar qualquer ferida

Deixa eu ver o lado mais claro da tua solidão

Deixa eu costurar teu sonho no meu coração

Deixa eu te mostrar que nem tudo vai passar

Deixa eu mais quieto te enxergar, do lado de lá

Deixa eu entender porque eu quero tanto te abraçar

Deixa eu criar a ficção da eternidade

Deixa eu te prender aqui na realidade

Deixa eu te atirar na minha fantasia, menina

Venha querendo ser minha Colombina

Deixa eu te apresentar meu carnaval

Deixa que no fim te mande um cartão postal

Deixa que o postal te peça pra voltar

Deixa que meu verso vá te guardar

25 de agosto de 2010

Considerações sobre Amor (es)

Todo dia eu acordo com uma vontade louca de amar. Antes de qualquer coisa, amar vai além do encostar entre corpos... Eu posso amar você que me lê, amar a camaradagem do bar, posso amar a companheira que me atura, não sei por quanto tempo, pois sou sujeito que ama demais. É pessoal, amar é um hobby meu e não consigo me livrar. Talvez seja um vício, sei lá! Eu penso que amar seja um bom vício, ele me deixa meio insano, meio flutuante, mas o melhor é que ele é um vício barato, às vezes de graça. Já amei muito de graça, sem pedir nada em troca, sem cobrar nenhuma taxa, sem juros ou correção monetária!

Amar sempre foi uma coisa divertida, me deixava feliz... Era saber que alguma coisa ainda valia à pena. O melhor de tudo é que quem foi amado nunca deixará de ser, é um processo que tem continuidade mesmo quando há um afastamento. Por exemplo, um exemplo de amor a mulheres... Certa vez amei três na mesma época, não que eu quisesse aquilo e, esclarecendo, antes que “chiem”, sou monogâmico, até que provem o contrário. Amei as três, não da mesma forma, acredito que seria cruel da minha parte fazer isso, elas eram especiais ao seu modo cada, portanto, mereciam amores diferentes. Um amor especial para cada uma. Ainda hoje eu as amo, a continuidade desse amor é o respeito e a aprendizagem que ficou... Sem falar na rosa que eu deixei. De alguma forma quando se ama se aprende, é como se ficasse armazenado no outro o que era bom e o que serviria para outros amores.

Também já fui amado algumas vezes, não sei se durou muito, mas fui. Não sei se você que lê agora é amado, nesse momento, mas saiba que ser amado faz um bem danado. O melhor é quando você pode desfrutar desse amor, porque tem aquele que ama e deixa guardado na gaveta... Parece que tem medo que te roubem o amor ou só quer pra ficar olhando antes de dormir! A graça de amar ou ser amado é escancarar. Quando se escreve um poema você quer que alguém leia, certo?! Quando você faz um filme, uma novela ou peça é pra alguém assistir, correto? Da mesma forma se aplica ao amor, as pessoas têm se esquecido de aplaudir. Jájá a cortina fecha e você não amou nem aplaudiu!

23 de agosto de 2010

Carta: Aquela que você não leu...


Escrevo numa noite meio fria, meio só, meio verdade e meio poeta. Você mais que ninguém sabe que sempre destrinchei minha alma em algumas folhas, com a simplicidade da saudade que só mastiga uma lembrança a dois! Tu também sabes que mesmo que eu não escrevesse saberias que o que hoje sinto já havia sido dito e derramado num quarto que, apesar da luz, ficou escuro quando você bateu a porta. Pra falar a verdade eu nunca soube o porquê da porta fechar nem tampouco daquela chave desaparecer! Eu nunca entendi por que as paredes ainda têm teu cheiro e por que ainda fico tão preso não só as tuas pernas, mas àquele futuro que você um dia negou! Pra ser sincero eu nunca imaginei que você iria pra tão longe, mesmo eu te vendo toda noite. Sabe aquelas perguntas sem respostas? Aquelas eternas incógnitas, que não há fórmulas nem reflexão que dê jeito de esclarecer? Assim foi você aqui por dentro! Falo por dentro mesmo! Não só coração nem pensamento, mas você esteve presente em cada órgão, em cada músculo, em cada beijo que eu joguei pro ar. Eu que só quis ficar tão perto, ficar naquele olhar, e se você deixasse... No seu sonhar. Eu quis muito mais do que invadir os seus dias ou saber da sua vida. Eu quis escrever você!

17 de agosto de 2010

Eu e você (Plural)


Eu que andava meio triste e desalmado

Meio normal, sem dizer, sem plural

Eu que andava sem por que

Sem querer, sem te ver ou conhecer

Eu que nunca tive o que lembrar

Tampouco quem amar

Me vi perdido num olhar

Vi suas pernas e lábios e tão logo imaginei:

Pra essa moça um poema escreverei

Versos com um único abraço

E que nem o tempo desatasse o laço

Eu que sempre segui tão só

Jurei ser menos singular com você


16 de agosto de 2010

Pensando sobre você


Você tem sido mais que algumas noites

Mais que uns abraços

Você me tem sido pura e fiel

Mais que contornar meus passos

Quase tocar o céu... Da sua boca

Você me tem sido embriagante

Uns tropeços...

Um sonho sufocante

Você tem durado até o amanhecer

Me feito sorrir, sem nada pedir

Me feito crescer, sem nada temer

Você tem me mostrado o que eu não sabia

E o que sabia... De novo aprenderia

Pelos olhos da moça tão bela

Que de noite invade minha janela

Mas não invade tão só os meus sonhos

Me acerta o peito

Me veste a alma

Me traz a calma

14 de agosto de 2010

Amanheci


Amanheci mudo e calado

Feito amor...

Quieto e profundo

Ainda amor...

Amanheci antes que qualquer sol

E você nem o sol esperou

Amanheci faltando um pedaço

Sobrando um espaço

Sem você do meu lado

Amanheci e vi teu recado

Sua flor no jardim

Sua lembrança pra mim

Amanheci naquele dezembro

E vi você anoitecer distante

E quis dizer num último instante

Que ainda te guardo na minha estante

Jurando que você não vai passar

Pedindo pra você ficar

Implorando pra não acordar

11 de agosto de 2010

O Nordestino e o Tempo


Meu tempo é fascinante

Fico acordado só pra ver ele passar

Fico na janela só pra esperar

Pra não perder nem um só instante

Eu penso que o tempo não dá pra contar

Nem o tal de Cronos arriscar

Que meu salário nem no trinta chegará

Eu ando achando que o tempo foi cruel

Numa carreira só me levou a Isabel

Dona do meu tempo de felicidade

Me deixou tão só nessa cidade

Hoje eu não tô nem aí pra esse tempo “fi da bubônica”

Fiquei de mal de vez

E que ninguém se meta nisso

Ele sabe o que me fez

“Fi da gota” ruim esse tempo

8 de agosto de 2010

“Painho”


“Painho”, queria dizer que você andou tão ausente

Tão distante e nem soube que cresci

Não soube que de novo eu nasci

Precisara caminhar sozinho

E em tempos difíceis ser mais duro que o próprio tempo

E na falta do que queria

Devorar apenas um futuro bom

“Painho”, hoje eu bem que cresci

Mas nem sempre consigo deixar de ser menino

Nem consigo te deixar estranho a mim

De alguma forma você me fez assim

Você me fez mais sensível

E também sentir mais dor

Mas mesmo de feridas abertas

Meus braços sempre estarão...

A esperar o pai ausente

Mas sempre presente... No coração


Ps: Homenagem a meu pai (Antonio)!

7 de agosto de 2010

Mulher mais linda da rua


Mulher mais linda da rua

Passa e teu cheiro não passa

Sorriso de criança e da inocência nem a palavra


Mulher mais linda da rua

Quando tu vens

Eu rezo pra que só eu veja o que tu tens

Esse teu tudo, baiana

Esse teu jeito, beijo, teu olhar que profana


Mulher mais linda da rua

Essa tua boca cheia de amor

Já me curou tanta dor

Eu me esqueci do fim do mês

Que a segunda começa às seis


Mulher mais linda da rua

Eu te fiz uma canção

E nela você tinha um coração

Chegava assim toda noite

Arrancando do peito a solidão

6 de agosto de 2010

“Cazuzeando” pra você...


Minha pequena, minha amada

Às vezes solto pela madrugada

Pergunto sempre por que o tempo não para quando somos um só?

Meu bem, sei que às vezes te machuca meu jeito exagerado

Mas acontece que faz parte do meu show

E essa vida louca vida não seria a mesma sem você

Minha flor, meu bebê

Sei que sou um maior abandonado

Meio carente profissional

E até me perguntei por que a gente é assim?

Mas pouco vai importar se você me der todo amor que houver nessa vida

Eu ficarei mais feliz

Eu sempre te trago aqui... Pro dia nascer feliz, sei que irá

E pra ser feliz mesmo só se for a dois, só nós dois

Eu que naquela noite te escrevi um Poema

Era mais um bilhetinho azul

Que te contara boas novas

Você acabara de me ter

Você não sabia quem eu era

Eu usava apenas um codinome beija- flor

E eu que sempre fui um largado no mundo

Hoje estou preso no seu abraço

E quando o mundo ficar pequeno demais pra nós

Pegaremos um trem para as estrelas

E olhando teu rosto quieto, meu ponto fraco...

Eu vou saber que preciso dizer que te amo

3 de agosto de 2010

... Já nem sei


Eu que já nem sei como te chamas

Que já nem sei como tu és

Já nem sei por onde andas

Nem sei se tu me queres

Eu que já nem sei por onde passas

Que já nem sei se pensas em mim

Já nem sei se teve fim

Nem sei...

Eu que já nem sei com quem tu deitas

Que já nem sei pra quem escreves

Já nem sei a quem tu queres

Nem sei onde fiquei...

Eu que já nem sei o que tu cantas

Que já nem sei quem te escutas

Já nem sei por quem tu choras

Nem sei quanto chorei...

2 de agosto de 2010

Hoje você não está


Hoje eu acordei mais cedo

Hoje eu acordei só pra te olhar

Te ver dormir, te ver sonhar

Hoje eu acordei dentro de você

Só pra vê onde me guardas

Hoje eu acordei pro tempo não passar

Te pedindo pra ficar

Ficar na minha festa

Ficar no meu sorriso

Pro tempo congelar

Hoje eu acordei pra não chorar

Pra não sofrer, pra não lembrar...

De você...

Hoje eu acordei n’outro lugar

Esperando você passar

Mas não passa

Hoje eu acordei n’outro olhar

Sem você pra me cuidar

Só por uma noite a me enganar

31 de julho de 2010


Você me veio numa madrugada calada

E tão logo quis teus mistérios

Tão breve teu segredo

Tão doce, minha amada

Porque de tão amada, na madrugada, se fez eterna

E ao clarear se fez tão bela

E num beijo só... Me sufocara

Amordaçara peito e alma

Soprara um vento doce

Que mais tarde te levaria tão distante

E te perdera num instante

Mas era só você deitar

Cobrir meus sonhos

Despir desejos... E te amar

Ps: Poema sem título... por favor, quem comentar deixe uma sugestão de título! Obrigado!

23 de julho de 2010

Envelhecido cinco anos


Abro um vinho novo com um gosto tão antigo

Mas eu vivo de um antigo que não se fez

Um passado que nunca foi presente

Futuro que ninguém escreveu

Guardo comigo um último poema

Carrego toda noite um verso não dito

Uma rima não cantada

Grito toda noite calado e mudo

É o que mais me dói

Guardo comigo algo que provei

E tão logo se desfez

A garrafa já está vazia

Também...

21 de julho de 2010

A primeira Rosa


Era a primeira vez que via aqueles olhos

Que sentia seu cheiro e sorria teu riso

Era a primeira vez que eu não adormeceria em paz

Que não apagaria o dia e esperaria a noite

Era a primeira vez que mandaria rosas

Que haveria de querer aquela Rosa

Era a primeira vez que lamentaria tua ausência

Que o fim de tarde estaria repleto daquele vazio

Era a primeira vez que ouviria me chamar

Que num sussurro você diria: “Vem me amar”

Era a primeira vez que eu não saberia o que falar

Que a um poema não caberia expressar

Era a primeira vez que eu saberia como voltar

Que a tua mão iria acalentar

A dor que comigo trago dessa vida

Que a cada dia se torna insólita

E num abraço se faz perdida

Por: Pedro Hermes

7 de julho de 2010

Recriando você...


A porta aberta

A luz apaga

O tempo muda

A vida passa

O dia nasce

A noite vem

Os olhos fecham

A boca aberta

A vela apaga

Você não passa

Um sonho nasce

Você me vem

Seus braços fecham

E eu descanso

Você não nasce

Meus olhos fecham

O sonho passa

Meus braços cansam

A noite apaga


Por: Pedro Hermes

25 de junho de 2010

Poema pra quando acabar...


Amar é enganar-se com uma verdade incerta

É sentir na ausência, delirar de saudade

Esquecer a porta aberta ao final de cada tarde

Amar é tristeza desmedida

É loucura, pavor, dor

Mas amar é alegria já vivida

Nostalgia esquecida

É paixão adormecida

Amar não é viver no pensamento

Nem querer o esquecimento

E quando não mais amar

E a mentira mais certa perdurar

Que esqueçam o poeta

Não há versos a rabiscar


Por: Pedro Hermes

20 de junho de 2010

Poema curto de adeus breve


Que ficaria aberto

Esperando você voltar

Que estaria frio

Sem você estar

Que o tempo ficaria lento

Sem você no pensamento

Que daquele tempo de contento

Não ficasse nem um só momento

Que da agonia de não te ver

Ficasse a tortura em te perder

Que do amor que um dia tive

Me restou a solidão de quem vive

Por: Pedro Hermes

19 de junho de 2010

Alguém me disse...


Alguém me disse que o amor sangra

Dói à alma, mastiga, fere

Que maltrata, rompe, desengana

Alguém me disse que não existe amor

Que não há poesia nem vertigens

Que não existem delírios nem o sonhar

Alguém me disse que não há chaves para fechar

As feridas sempre estarão abertas

Alguém me disse que ninguém me ouvirá

Que não há ninguém a amar

Nem o céu para buscar

Alguém me disse que tudo é efêmero

Que não a dor nem flor para sempre

Alguém me disse que sempre se morre só

Que as lembranças se fazem pó

Que o tango reza a vida

Que no fim não há mais que despedida


Por: Pedro Hermes

18 de junho de 2010

Devaneio


Passo tardes tentando encontrar

Alguma pista de como achar

Aquela vida que não vivi

Aquele amor que deixei passar

Eu não soube o que falar

Eu nunca tive quem amar

Não sabia mais que cantar

A beleza que via num outro olhar

Nada mais que um beijo seu

Nem tampouco o pra sempre

Que seja eterno nesse verso

Que seja puro, doce e quente

Que teu abraço fique estático

Na estante que te guardo

Que tua voz me deixe fraco

Me deixe raso, fundo, calado

Por: Pedro Hermes

17 de junho de 2010

Tão perto


E eu te olho assim tão quieto

Faço promessas de um abraço tão distante

Te imagino aqui tão perto

Esqueço tudo a todo instante

Faço versos de um futuro ausente

Escuto os dias e imagino sua voz

Ensaio formas de estar presente

Num lugar só nosso a sós

Eu que nunca provei seu doce

Conheço bem o amargo da sua ausência

E esqueço os dias em que não te vi

Teus olhos que não sei decifrar

Tua boca que saberei esperar

Teu corpo que hei de guardar

Por: Pedro Hermes

16 de junho de 2010

Fim de tarde


E do teu lado eu seria menos só

Seguraria tua mão e beijaria tua nuca

Eu seria uma roupa tua

E vestiria tua alma numa tarde fria

Minhas mãos seriam teu consolo

E meu abraço a tua cama

E quando não mais me procure

Eu vou estar naquele sonho

Serei o que ficou de bom

Um riso teu, o teu aceno indo embora

Serei os versos antes de deitar

Serei as lágrimas quando chorar

E estarei... Te esperando ou numa lembrança que te acompanha

Nunca diria adeus... Eu ficaria por mais uma tarde

Pra te ver dormir e não viver de saudade

Por: Pedro Hermes

14 de junho de 2010

Bem que sei


Tanto eu queria

Tanto eu pedia

Pouco tu sentias

Pouco tu sorrias

O amargo do seu beijo já não será meu

Quase tudo que um dia fui... Você já esqueceu

E mesmo sabendo que tudo morria

Eu seguiria a pensar que duraria

E mesmo buscando seu abraço na multidão

Eu sempre acabaria de braços dados com a solidão

E quando o quase escapasse do meu rosto

Você diria que ainda queria meu gosto

Você me sopraria o ouvido

E eu quase mudo... Mais uma vez seria seu

Hoje eu junto os restos que você deixou cair

Hoje eu sou muito mais do que você deixou aqui

Hoje sem você eu sei que vou seguir

E mesmo longe eu bem que sei sorrir... Sem ti

Por: Pedro Hermes